Cola Tudo DUCO, da DuPont.

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Cigarros Hollywood - 1953
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Creme dental Gessy - 1953
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Colônia Mirage - 1953
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Fermento em pó Royal- 1954
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Loção após barba
Aqua Velva - 1956
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Gordura Vegetal Saúde - 1966
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Óleo de cozinha Lírio - 1966
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Tinta Duralack Ypiranga - 1966
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Talco e óleo Johnson - 1966
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Talco Cashmere
Bouquet - 1966

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Chá Tender Leaf - 1967
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Sabão em pó Rinso- 1967
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Texto: Fonte Revista Packaging Digest /novembro de1999

Imagens: Fonte Revista Seleções - Acervo da Packing Design

Fonte: www.pack.dupont.com.br


SEMPRE FLEXÍVEL

Passado, presente e futuro das embalagens flexíveis

Lauren R. Hartman, Editor Chefe

Introdução
anos 20- O início
anos 30- Os primeiros filmes transparentes
anos 40- O domínio do papel encerado
anos 50- O ''Boom'' de novos materiais
anos 60- As máquinas automáticas
anos 70- Códigos de barra e outros avanços
anos 80- Microondas, holografia e o sucesso dos flexíveis
anos 90- Reduzir, reutilizar, reciclar
Um futuro promissor

Introdução

Sem dúvida, as embalagens flexíveis percorreram um longo caminho desde as primeiras embalagens feitas de peles de animais, folhas e cera. As embalagens flexíveis existem há muito tempo e sejam elas um saco de supermercado, uma embalagem de corn-flakes ou um saco com zíper para fertilizantes, elas estão presentes em nosso dia a dia. Elas podem ser tubulares, lisas ou dobradas, metalizadas, encolhíveis e infláveis, ou seja, de todos os tipos e para todas as necessidades, desde molhos até frutas secas. E os novos desenvolvimentos continuam a uma velocidade nunca antes imaginada.

As embalagens flexíveis têm uma longa história e já passaram por muitos avanços, principalmente nas últimas cinco décadas. Mas de acordo com os especialistas da área, - aqueles com 20 ou 30 anos de experiência - "não vimos nada ainda". Geralmente, as inovações em embalagens flexíveis são projetadas com o objetivo específico de satisfazer as necessidades dos consumidores, de ser fácil de abrir e fechar, de possuir tamanhos adequados e de possibilitar maior vida de prateleira, além de serem mais seguras. Algumas são mais econômicas que os recipientes rígidos, outras incrementam as vendas por darem destaque ao produto, podendo ser a diferença para que o produto "emplaque" no mercado.

Independente do propósito, as embalagens flexíveis tornaram-se uma indústria de $17,5 bilhões de dólares, de acordo com a Associação de Embalagens Flexíveis dos Estados Unidos (F.P.A - Flexible Packing Association), sendo utilizadas em todas as indústrias do mundo , com o objetivo de conservar e proteger os produtos. Como a segunda maior categoria no setor de embalagens, os flexíveis alcançaram 16% do total de $101 bilhões - sendo que o maior segmento, o de alimentos, responde por 50% deste total , segundo dados da F.P.A. Sem dúvida este é um número de respeito. De um modo geral, o setor de embalagens cresceu rapidamente durante o século XX. A partir da primeira máquina de fabricação de sacos, em 1852, iniciou-se a produção em massa de sacos de papel e este tipo de embalagem passou a ser reconhecida por proteger os produtos e impedir que os alimentos se estragassem, evitar desperdícios, conservar o sabor, proporcionar segurança, qualidade e incrementar as vendas.

Dentre as várias inovações em embalagens flexíveis , podemos citar: filmes permeáveis para carnes frescas e saladas, pacotes com filmes termoformáveis e contráteis, além daqueles para "cook in" (cozimento do produto dentro da embalagem), embalagens ativas, etiquetas e rótulos mais completos, com avisos e instruções específicas.
Além disso, pacotes "stand up (que ficam em pé) com zippers ou ainda dosadores, estruturas laminadas , novas técnicas de encolhimento para alimentos e não-alimentos, prova de violação, embalagens para embalamento a quente, produtos específicos para produtos congelados, embalagens antiembaçantes, com hologramas e metalizadas, bandejas para microondas, indicadores de cozimento, embalagens recicláveis, etiqueta anti-roubo e muito mais.

A quantidade e a variedade dos avanços nos últimos 100 anos é muito numerosa para ser mencionada neste texto. Porém, todos eles fizeram com que a embalagem flexível alcançasse um lugar de destaque no mercado de hoje. Segue uma breve idéia dos avanços tecnológicos e dos fatos relacionados às embalagens flexíveis, do ponto de vista de convertedores, fabricantes de máquinas e usuários finais.


Anos 20 - O Início

Embora considerado por muitos como o futuro das embalagens, as embalagens flexíveis, há um século, eram embalagens de papel à prova de gordura, encerado ou não. Os sacos e as etiquetas de papel encerado eram o standard da indústria. Nesta época, os produtos eram, geralmente, entregues em grandes quantidades para as pequenas lojas de vendas a granel. Isso levava, em alguns casos, a práticas inescrupulosas em relação ao manuseio, administração e peso destes produtos.

O papel encerado era forte. Em 1926, iniciou-se a era do "mantenha fresco" das batatas chips, com a invenção da primeira embalagem de batata chips por Laura Scudder de Montgomery, CA. De acordo com a Snack Foods Assn., Scudder, realizou a "operação chip", reforçando folhas de papel encerado, com o objetivo de fazer sacos de papel, enchidos manualmente e vedados. Antes disso, os revendedores distribuíam as batatas chips a granel em barris de botequins ou recipientes de vidro.Com o passar dos anos, as folhas de alumínio foram reconhecidas pela suas propriedades de barreira funcional. O primeiro material com estas características era muito utilizado nas enbalagens de balas, durante os anos 20.


Anos 30 - Os primeiros filmes transparentes

De acordo com o famoso filme de 1967, The Graduate (A primeira noite de um homem), os plásticos estão por toda parte. E continuam a dominar o cenário da embalagem. Contudo, a era das películas "decolou" no final dos anos 20 e no começo dos anos 30, quando foram desenvolvidos revestimentos de viscose para os tecidos, seguido pela introdução do celofane, que foi aperfeiçoado pelo Dr. William Hale Charch, um químico famoso, que desenvolveu as embalagens à prova de umidade para a empresa Dupont.

A transparência do material era extraordinária para a época. Os fabricantes de cigarro rapidamente aderiram a este material e, logo depois, a DuPont fundou a Divisão de Celofane e em 1924, este filme estava sendo produzido com sucesso nos E.U.A. O celofane teve sucesso em carnes com osso, bacon, frios e também em não-alimentos. A flexografia, desenvolvida por volta da virada do século para decorar as extremidades dos sacos de papel, também teve que se desenvolver para que a impressão sobre o celofane fosse possível. Desde então, a impressão flexográfica ganhou força na impressão das embalagens flexíveis em geral.

Na realidade, os sacos e filmes impressos para produtos como doces e balas, existem há mais de 60 anos. Porém, se retornarmos aos anos 20 e 30, é difícil imaginarmos que a estética dos filmes transparentes podia ser melhorada por impressão e laminação. No entanto, esta última tendência estendeu-se para os sacos de pão, doces, pipoca e muitos outros produtos. Com o advento dos filmes transparentes, descobriu-se que a anilina e as formulações de tinta para rotogravura se adaptavam muito bem à impressão de substratos flexíveis.


Anos 40 - O domínio do papel encerado

Até os anos 40, os principais materiais para embalagens flexíveis eram o papel, o alumínio e celofane. Fundada por volta de 1933, a Dixie Wax Paper Company em Dallas, introduziu a primeira embalgem encerada pré-impressa, conhecida como a " Dixie Freshen". Esta embalagem permitia que os novos "snacks", como os "pretzels", ficassem frescos por mais tempo. Além disso, foram desenvolvidas novas tintas, resistentes ao escorrimento e ao desbotamento.

O "boom" dos plásticos durante o século foi também impulsionado pela invenção do polietileno, no final dos anos 30. A maioria dos livros afirma que o polietileno e os filmes deste, levaram ao crescimento das modernas embalagens flexíveis. De acordo com a SPI (Society of Plastics Industry - Sociedade dos Fabricantes de Plásticos), o período entre 1930 e 1940, marcou a comercialização de muitos tipos de termoplásticos, como o polietileno de baixa densidade, o poliestireno e PVC. Já neste época, um filme flexível, mas muito resistente, conhecido como Saran (Cloreto de Polivinilideno), era conhecido como o material com as menores taxas de transmissão de vapor d'água e uma aderência excepcional.

Filmes impressos ao reverso e pacotes com "janelas" ajudaram a trazer à tona até mesmo os laminados com alumínio antes da II Guerra Mundial. Os pacotes de doces, as embalgens de papel cartão com "janelas" e outros produtos eram feitos de etil celulose, hidrocloreto de borracha (Pliofilm da Goodyear), vinil, álcool polivinilico, polietileno, celofane e acetato de celulose. Nessa época, os pacotes feitos de papel encerado também tinham uma boa participação no mercado, proporcionando uma melhor proteção ao aroma e sabor do café, contribuindo para um "aumento considerável" da vida útil para cinco dias.


Anos 50 - O "boom" de novos materiais

Em 1939, durante a II Guerra Mundial, a necessidade por plásticos era crítica, devido a sua utilização como um substituto para outros materiais em escassez, como a borracha natural por exemplo. Segundo a SPI, "Nos E.U.A, o programa "crash", levou à uma produção em larga escala de borrachas sintéticas, à uma extensiva pesquisa no campo da química dos polímeros e ao desenvolvimento de outros materiais plásticos." O celofane era utilizado até mesmo como embalagem para as garrafas de bebidas alcóolicas.
No final dos anos 40, a embalagem para perus congelados foi desenvolvida, criando um mercado cativo, que no início era tratado como sazonal. Os sacos de papel, PE e também laminados eram bastante utilizados por sua resistência à umidade, preservando o frescor dos alimentos e melhorando a aparência do pacote ao mesmo tempo. Lamidados de poliester, com alumínio ou poliprolileno, utilizados na confecção de pacotes, funcionaram bem na esterilização de pacotes a quente.

Nos anos 50, vieram Dwight D. Eisnhower, Elvis e o Rock'n Roll, assim como importantes marcos para a tecnologia de revestimento (Extrsuion Coating). Groucho Marx lançou o programa de TV "You Bet Your Life" , e com a TV, vieram as refeições pré-prontas. Estas refeições vinham em bandejas divididas de alumínio e cobertas com folhas do mesmo material. Mais tarde, estas embalganes foram substituídas por filmes multicamadas de fácil abertura, que selavam sobre bandejas CPET (PET cristalizado) ou bandejas de cartão revestidas do mesmo material. Sacos de metalizados e que podiam ir ao forno mantinham o pão fresco por mais tempo e impulsionavam as vendas com seus gráficos cintilantes. Além disso, laminados de papel encerado com filmes metalizados eram utilizados como embalagem de sorvete.

Filmes de poliéster transparentes resistentes à perfuração, como o Mylar®, começavam a ser utilizados em embalagens. Estes filmes começaram a competir com os materiais convencionais como madeira, papel, metal, vidro e borracha devido ao fato de que sua produção em larga escala reduzia seus custos.
Ao mesmo tempo, os avanços dos equipamentos contribuíram para o crescimento das embalagens flexíveis. As inovações nas máquinas de encolhimento entre os anos 50 e 60 criaram novos mercados para as embalagens flexíveis, como embalagens para frutas e carne fresca. As máquinas de embalamento a vácuo e encolhimento estenderam a utilização de embalgens flexíveis para outros mercados, como carnes, frangos, frios e queijos processados. Os cortes de bifes frescos e carne moída podiam ser embalados para venda direta em açougues e mercearias, devido aos filmes barreira, aos melhores equipamentos de selagem, à tecnologia do vácuo e às técnicas de impressão em filmes encolhíveis.


Anos 60 - As máquinas automáticas

Os anos 60 deram boas-vindas a Jack Kennedy, à era espacial e aos alimentos industrializados. As refeições pré-prontas tinham coberturas de alumínio e um invólucro de papelão. As embalagens termoformadas de salsichas marcaram o início da era das embalagens flexíveis fechadas a vácuo. Embalagens termoformadas semi-rígidas, muitas delas com abertura fácil, foram introduzidas no mercado.
Na metade da década, os alimentos podiam ser aquecidos em pacotes produzidos com filmes de poliester. O final dos anos 60 viu um forte crescimento nos filmes para embalagem de frango, com o surgimento dos primeiros filmes multicamdas termoencolhíveis. Embalagens descartáveis, tigelas e outros componentes de plástico tinham uma grande demanda com o surgimento dos alimentos fast food.
Pacotes e sacos laminados com PE, alumínio e celofane, aumentavam a vida de prateleira dos alimentos, uma demanda crescente da NASA. Os sistemas de embalagens flexíveis para os alimentos frescos foram introduzidos, incluindo embalagens alta barreira .

Em 1960, O AirCap®, um material de células fechadas utilizado para acolchoamento, foi inventado por Alfred Fielding e Marc Chavannes com o objetivo inicial de se fixar no mercado como um papel de parede texturizado.

O Bubble Wrap® (atualmente disponível pela Sealed Air Corp) foi criado como uma alternativa aos produtos de acolchoamento tradicionais. Os revestimentos de barreira aplicados por meio de flexografia, rotogravura ou por Hot Melt evoluíam. Os filmes metalizados trouxeram vida à aparência do produto.
O ano de 1960, também marcou a comercialização da primeira máquina de formar/encher/selar (f/f/s)- um equipamento de grande impacto para o mundo dos flexíveis - inicialmente desenvolvido para batatas chips. Na realidade, estas máquinas foram inventadas 28 anos antes, por Walter Swoyer, para ser utilizadas com alimentos pequenos e duros, como nozes e balas. De 60 em diante, esta era a tendência para as embalagens de snacks em geral. As máquinas de f/f/s verticais utilizadas para a embalagem de balas, também impulsionaram as linhas automáticas para alimentos secos , congelados e em pequenas porções.
Os sistemas f/f/s horizontais lançaram pacotes de sopas , leite e condimentos desidratados , e muitos outros, pricipalmente no segmento de embalagens para alimentos.

O ano de 1964 marcou o desenvolvimento de sofisticados filmes termoencolhíveis e os filmes "stretch" eram bastante populares. As embalagens de pão mudaram drasticamente nos anos 60, resultado do lançamento de máquinas automáticas que utilizavam bobinas de filme pré impresso. Rapidamente se tornaram disponíveis impressoras mais largas e formatadoras maiores, tornando o mercado altamente competitivo.


Anos 70 - Códigos de barras e outros avanços

Nos anos 70, com o caso Watergate e a escassez da gasolina, , o uso de estruturas flexíveis laminadas cresceu muito com o intuito de substituir os materiais tradicionais. Por volta de 1970, o processo de laminação por extrusão (extrusion laminating) foi desenvolvido e embalagens barreira com alta resistência à perfuração fizeram com que os supermercados pudessem oferecer uma maior variedade de cortes de carne, ao mesmo tempo em que reduziam suas perdas.

Nos anos 70 também foram introduzidas as resinas ionoméricas para as embalagens de carne e o primeiro filme termoencolhível multicamadas foi desenvolvido. Os copos e as bandejas descartáveis de poliestireno tinham uma grande demanda. Por volta de 1975, as entregas de embalagens flexíveis e filmes (i.e., bobinas impressas ou lisas, folhas, sacos pré-formatados e bolsas) mono e multicamadas ,revestidos ou laminados, atingiam a cifra de US$2,5bilhões. Isto significava o triplo do número de 1967. A comida do tipo fast food surgiu, trazendo com ela a guerra do hambúrguer e do frango. Recipientes para isolamento térmico e materiais específicos para isto surgiram para manter alimentos congelados ou quentes por mais tempo. Os códigos de barras trouxeram novos desafios para todos os tipos de embalagem, inclusive as flexíveis. A impressão deste código na embalagem devia ser precisa para permitir a leitura automática nos caixas dos supermercados.

A ecologia e os resíduos tornaram-se uma preocupação e, consequentemente, novos materiais foram desenvolvidos como substitutos a aqueles mais agressivos. As mulheres aumentaram suas participação no mercado de trabalho. A vantagem dos pacotes flexíveis alcançaram um significado importante, por sua utilidade para a embalagem de alimentos de preparo rápido, congelados e desidratados. O Polietileno linear de baixa densidade (PELBD) foi introduzido em 1978. Este material possibilitou a produção de polietileno com densidades entre 0,90 a 0,96. O ano de 1978 também marcou o lançamento dos rótulos plásticos e sleeves para garrafas de PET.

Coextrusoras e adesivos de coextusão também foram desenvolvidos. As bolsas para líquidos como refrigerantes, vinho e leite, progrediram muito com o conceito de "bag-in-box", enquanto os sacos de leite eram comuns na Europa e no Canadá, mas tinham muito pouca aceitação no mercado dos E.U.A.


Anos 80 - Microondas, Hoolografia e o sucesso dos flexíveis

Na década de 80, foram introduzidos as embalagens e equipamentos assépticos, e também filmes de tampa Mylar® para bandejas de microondas. Este materiais começaram a tomar o lugar de aproximadamente 90% do celofane, até então muito utilizado nas embalagens flexíveis. O ano de 1983 marcou o surgimento das embalagens "cook in" possibilitando que a carne e o frango fossem cozidos na mesma embalagem em que são comercializados. O mercado varejista começou a aceitar os pacotes flexíveis como uma alternativa para as latas de metal, jarros de vidro e garrafas para alimentos como a gelatina, xarope e condimentos pela sua fácil utilização, economia e transporte.

As embalagens barreira termoencolhíveis para queijo faziam com que este alimento permanecesse fresco por mais tempo.As embalagens laminadas com polipropileno orientado faziam sucesso em alimentos secos pela sua barreira a umidade.

Os materiais para abertura fácil e também perfurados foram desenvolvidos para atendera demanda crescente por embalagens que pudessem ser levadas ao microondas. Além disso, houve um crescimento na utilização de embalagens sem alumínio e o papel era utilizado em sacos de pipoca para microondas. Houve também um grande interesse no desenvolvimento e uso do poliéster metalizado para comidas do tipo "snack".

A holografia tornou-se uma tendência. Os embalagens flexíveis obtiveram sucesso de mercado em detergentes líquidos, produtos químicos, cosméticos e fertilizantes. Combinações de filmes, alumínio e papel, assim como celofane laminado e revestido, PE, poliéster, nylon, ionomero, EVA, PVDC eram utilizados. A coextrusão continuou a se desenvolver, tanto para a embalagens de distribuição quanto para aquelas orientadas aos consumidores do varejo. Resinas de copolímero ácido foram desenvolvidas para filmes soprados e também para revestimento.

Apesar da queda no mercado de ações em 1987, os anos 80 marcaram a maior introdução de novos produtos/embalagens de todos os tempos. Embalagens flexíveis multicamada, transparentes ou não, a vácuo ou com atmosfera modificada seguiam sua trilha de sucesso e notoriedade.
A tecnologia de computadores começou a crescer. A revolução dos computadores pessoais, no final dos anos 80 e começo dos anos 90, afetou profundamente todos os tipos de embalagem, incluindo as flexíveis. Um novo tipo de poliéster barreira, conhecido como PEN (polyethilene naphthalene dicarboxylate), provou ter capacidade de proporcionar cinco vezes barreira ao oxigênio do que o OPET. O EVOH(Ethylene Vinyl Alcohol) tornou-se o melhor material barreira nas estruturas multicamadas.


Anos 90 - Reduzir, Reutilizar, Reciclar

A reciclagem e o meio ambiente foram um fator predominante nos anos 90, levando a uma maior substituição de materiais "virgens" pelos recicláveis e reciclados. A velocidade com que os produtos são produzidos e embalados é maior e aumenta vertiginosamente. Len Byrne, há 30 anos nesta empresa. "Um dos acontecimentos mais inovadores, foi a velocidade com que os processos de embalagem flexíveis tornaram-se automáticos. Em qualquer fábrica de embalagens, independente do que está sendo embalado, a velocidade com que podemos embalar o produto atualmente é absurdamente maior do que era no passado".


Um futuro promissor

Com o início de um novo século, muitos fornecedores de embalagens e embaladores enfrentam os problemas com o Bug do milênio,mas as embalagens flexíveis continuam sendo altamente bem sucedidas e inovadoras. Os aumentos em velocidade de linha, eliminação ou quase eliminação de paradas para trocas, alta maquinabilidade e desenvolvimentos por meio da automação, provavelmente ainda vão fazer parte do futuro dos flexíveis, assim como as mudanças na economia e nas matérias-primas.

Apesar do grande crescimento nos últimos anos, a lucratividade das embalagens flexíveis ainda não é certa. Segundo Nate Meranda , "no início dos anos 90, a lucratividade tinha uma tendência decrescente, mas melhorou nos últimos anos. Os custos de matéria-prima são parte desta melhora, pois permaneceram estáveis nos últimos tempos. Existe uma tendência em relação a produtos de maior valor agregado e o excesso de capacidade está sendo gradativamente diminuído, devido às fusões entre empresas e das várias aquisições.feitas por grandes empresas."
As mudanças nas regulamentações governamentais na rede de distribuição e nas tendências dos consumidores e sua relação com o comércio eletrônico possivelmente irão afetar e moldar o futuro de todo o mercado de embalagens. Mas se continuarem a atender as necessidades e expectativas dos consumidores, as embalagens flexíveis certamente terão uma presença ainda maior no futuro.


Appeel®, Bynel®, Clysar®, ConpolTM, DuPont20, Elvax®
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